Quem está vindo para a Europa, ou a maioria dos país do hemisfério norte, nos meses de abril, maio, junho, julho e agosto depara-se com dias extremamente longos e noites muito curtas.

Mas isso é bom ou ruim para o brasileiro que vem à Europa?

Porém, antes de respondermos essa pergunta, primeiramente vamos saber porque isso acontece.

O fenômeno ocorre devido a inclinação da Terra e o trajeto da órbita elíptica que o Planeta percorre em torno do Sol, que faz com que as regiões acima do Trópico de Câncer recebam luz solar por mais tempo acarretando dias mais longos, na primavera e no verão . Enquanto as regiões abaixo do Trópico de Capricórnio ficam com noites mais longas, no outono e no inverno.

No dia 21 de junho foi o ápice desse fenômeno em 2018, chamado de Solstício de Verão no hemisfério norte, quando o dia teve duração de aproximadamente 16 horas e a noite somente 8 horas. No hemisfério sul é chamado de Solstício de Inverno, quando há dia curto e noite longa.

A cada dia essa diferença diminui gradativamente. Por mês ela diminuiu um total de uma hora.  Em 23 de setembro (em 2018) tem-se o equinócio (de primavera no norte e outono no sul), quando o dia e a noite têm a mesma duração (em ambos os hemisférios), e a partir daí as noites começam a ficar mais longas e os dias mais curtos no norte e o oposto no sul. E novamente temos um ápice em 21 de dezembro (em 2018) quando a noite fica com aproximadamente umas 16 horas e o dia somente com 8 horas, e é a vez do norte ter seu equinócio de inverno e o sul o equinócio de verão.

Como a maior parte do território brasileiro está entre esses dois Trópicos, o fenômeno é quase imperceptível para quem está no Brasil. O que o deixa muito mais dramático para os brasileiros que estão no exterior.

O que nos leva à pergunta original, para o brasileiro que pega os dias longos durante suas viagens, isso é bom ou ruim?

De modo geral é ruim para o organismo humano porque é mais difícil ter sono e dormir normalmente com tanta luz até tão tarde. Quem já convive com isso em sua rotina diária e anual costuma tomar providências, como colocar blackout nas janelas para começar a relaxar num horário razoável e ter sono num horário normal.

Bem… Mas para o turista pode ser ser bom, muito bom ou ruim, ou muito ruim.

Lembrando que em países que adotaram o horário de verão, como a França por exemplo, há sol até depois 22 horas nas proximidades do solstício de verão.

Para quem chega desprevenido, quando se deixa orientar somente pela luz solar, pode tomar um susto e perder noção do tempo ficando até tarde na rua.

Ter dificuldade para dormir à noite é quase inevitável, principalmente para quem ainda está no horário brasileiro. E noite mal dormida pode comprometer muito a performance do dia seguinte.

Particularmente para quem deseja muito ver as luzes da Torre Eiffel e gosta de deitar cedo terá que fazer um esforço extra porque elas são ligadas somente quando começa a escurecer, ou seja, somente por volta das 22 horas em junho e julho. E desse modo, todo ponto turístico que tem luzes como atração ficam prejudicados.

Um outro fator que pode ser negativo para alguns é que as ruas de cidades turísticas ficam com muita multidão até bem tarde.

Contudo, o principal problema é o sol forte e tudo que ele pode acarretar, numa área urbana, com roupa que não seja de banho.

Particularmente falando, cada vez mais os Amorecos têm experiências que mostram que os dias quentes não são muito aproveitados, gerando cansaço e fadiga muito facilmente, mesmo com cuidados excessivos com a hidratação e proteção com protetor solar, óculos e chapéu. Principalmente nas cidades turísticas, onde se anda muito.

Contudo, é muito bom ter dias super longos propiciando mais horas de luz para passeios, o que pode tornar os dias extremamente proveitosos para aqueles que são mais tolerantes ao sol forte.

Também, muitas atrações são planejadas para aproveitar ao máximo o período de luz natural, algumas áreas verdes ficam abertas até pouco mais tarde, e o parque da Disney Paris fica aberto até muuuuito mais tarde, fechando somente às 23h, além de abrir bem mais cedo que no período de inverno.

Então fica a dica dos Amorecos: viajar no verão para o exterior pode ser mais proveitoso por causa dos dias mais longos! Mas traga óculos, chapéu, boné, protetor solar, camisa UV e ande com garrafa d’água, porque o sol da Zoropa não é brincadeira.

Amorecos na Zoropa
dia 21/06, às 19:40
Amorecos na Zoropa
dia 21/06, às 20:40
Amorecos na Zoropa
Dia 19/05/2018, às 22h. Neste dia as luzes da Torre foram acessas depois das 21h e piscaram pela primeira vez às 22 horas.
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Publicado por amorecosnazoropa

Marzo Jr & Alexsandra, conhecidos carinhosamente pelos amigos e familiares como os "Amorecos", registram o dia a dia na França / Zoropa.

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