A sutil e nada fácil arte de escolher aplicada à fotografia

Todo mundo sabe, ou pelo menos todo mundo diz, que a vida é repleta de escolhas. Só que quase ninguém sabe que é cientificamente comprovado que fazer escolhas consome muita energia e o cérebro humano não evoluiu para tomar tanta decisão como o mundo atual demanda e evita ao máximo de fazê-lo.

Uma comprovação disse é o cansaço físico e o esgotamento mental que aparece após uma prova.

Outra comprovação é a automação que cada indivíduo apresenta em uma ou várias áreas, criando rotinas, evitando ter que fazer as mesmas escolhas sucessivamente, como pegar sempre um mesmo caminho, sentar num mesmo lugar na sala de aula, usar o mesmo tipo de roupa, comer a mesma refeição no mesmo restaurante, sentado num mesmo lugar… usar o mesmo corte de cabelo. Neste último é até um absurdo! Tem pessoa que usa o mesmo estilo de cabelo uma vida inteira! E nem é lá grandes coisa esse estilo…

Um outro comportamento recorrente do ser humano para evitar tomar decisão é dizer sim para tudo, ou dizer não para tudo. Por isso há pessoas que sempre estão endividadas, por comprar tudo que vê pela frente, e outras que nunca compram nada.

E como o comércio é malandro e sabe dessas coisas, coloca os docinhos próximos ao caixa para o cliente comprar mais, uma vez que já está esgotado de ter tomada muito decisão com as compras e não pensa ao pegá-los… e ainda o idiota do nosso cérebro está querendo uma recompensa por ter trabalhado demais…

Como na fotografia não há certo ou errado, simplesmente escolhas e preferências de cada um, aí complicou mais ainda! Porque estatisticamente as opções aumentaram demasiadamente e não cessão nunca!

Assumindo que todos já possuam um equipamento que tira foto, nem que seja um celular e as decisão de apertar o botão para registrar a foto já foi tomada…

E que a opção de sempre dizer não está descartada, e sempre será sim para toda foto…

Quando temos que decidir se apareceremos ou não na foto, se o cabelo está bom, se a roupa está apropriada, se a foto será uma selfie ou vai pedir para alguém bater a foto pra gente, se será em modo retrato (vertical) ou modo paisagem (horizontal), depois de algum tempo começamos a automatizar e tomar as mesmas decisões…

Por outro lado, uma vez que um simples corte de uma mesma foto muda toda a imagem e a mensagem que se deseja passar, e as possibilidades de cada corte são quase infinitas, usar ou não usar corte pode ser estressante para algumas pessoas ou muito útil para outras. Então quem consegue tomar decisões sucessivas e variadas costuma se dar muito bem na fotografia.

Algo que tem ficado muito claro para os Amorecos é que não vale a pena pedir para estranhos tirarem nossas fotos! Também, depois de algumas experiências, paramos de pensar o que fazer e tomamos sempre a mesma decisão! Tirar selfie.

Amorecos na Zoropa
Ei foto ruim! Cadê a cabeça da estátua? E essa foto a senhora pediu para tirar para gente em retribuição à foto que tiramos dela. Que tenho certeza que foi boa! E Tinha ela e a estátua completas, não esquartejadas…

Por outro lado, também aprendemos que se alguém está com um equipamento fotográfico bacana, tem uma boa chance dessa pessoa conseguir tirar uma foto decente. Assim, se tiver que pedir para alguém tirar sua foto e tiver opção, peça àquele que tem uma máquina fotográfica… na dúvida, quanto maior melhor! (Sim! Na fotografia tamanho é pode ser importante…)

Amorecos na Zorpa
Ahhh! Agora sim! Alê e estátua apresentáveis. Valeu senhora desconhecida!

Contudo, quem está ligado à fotografia por alguma razão, seja por prazer ou obrigação, sempre se vê compelido a tomar pequenas decisões rotineiras, como editar mais ou menos uma foto, comprar um filtro, levar sua máquina a um passeio. Ou grandes decisões, como investir em uma nova máquina ou editar mais ou menos suas fotos.

(Não! Não está repetido não! Editar fotos tem pequenas decisões em cada foto e uma imensa decisão ao definir seu estilo. Sendo que esta última pode ti custar ou trazer muitos clientes.

Agora eu, Alê falando:

Ultimamente, após alguns anos mexendo com fotografia, tomei duas grandes decisões.

Uma é que quero tirar melhores retratos de mim mesma. Ressaltando RETRATOS, e não selfies. Essa aqui não é recente, mas tem ganhado muito mais força à medida que o tempo passa e cada vez mais me envolvo com fotografia e turismo. Uma vez que quero ter fotos bacanas minhas, como as que entrego para meus clientes.

E outra é que, por várias razões, não quero mais mostrar fotos de clientes nas redes sociais, mesmo sendo extremamente vital ter um material para se promover e atrair mais clientes. E mostrar fotos de clientes é a principal estratégia de marketing adotada por quase todos os fotógrafos que trabalham com Instagram e demais redes.

E como essas decisões já foram tomadas, agora vem as decisões em decorrência dessas duas decisões originais: vou usar meus próprios retratos para fazer marketing do meu trabalho nas redes sociais. Pronto! Resolvido!

Mas agora vem o grande problema: como melhorar meus auto retratos?! Principalmente na rua, principalmente em viagens, principalmente carregando tanto equipamento como mochila e tripé, entre muitas outras coisas (femininas), como bolsa, óculos (de sol e grau), e fotográficas como filtro, cabos, flash…

Mas como este post é sobre decisão e as perguntas começaram a aparecer, então a tentativa de respostas para elas já é material para outro post…

Todas as fotos desse post foram tiradas no Jardim de Luxemburgo em Paris.

Abraço dos Amorecos e até a próxima publicação.

 

 

O último post sobre fotografia dos Amorecos foi:

Vale à pena comprar uma máquina fotográfica hoje em dia?

 

 

Alê é fotógrafa atuante em Paris e regiões.

Seu trabalho pode ser checado em:

https://www.instagram.com/amorecosnazoropa

https://www.facebook.com/amorecosnazoropa/

https://www.facebook.com/alexsaparisphotos/

https://www.instagram.com/alexsaparisphotos

 

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O Louvre da cultura pop

O Museu do Louvre tem aparecido muito na cultura pop americana, e consequentemente, pela força que ela tem, na cultura pop internacional.

Ele ganhou muito destaque quando abriu suas portas para as gravações do filme O Código Da Vinci (de 2006), o que não aconteceu na Abadia de Westminster, em Londres, quando a produção do filme teve que improvisar e fazer montagens de outros lugares para concluir uma cena importante para a trama da história que se passa na Abadia, como escrito no livro.

No cinema recentemente o Louvre apareceu rapidamente em uma cena do filme Mulher Maravilha (de 2017), mostrando a protagonista andando perto da Grande Pirâmide. E a heroína é mostrada novamente ligada ao Louvre no filme da Liga da Justiça (de 2017) numa cena retocando a Vênus de Milo, famosa obra do Museu.

No cenário musical, em 2016 o cantor Will I Am lançou o vídeo clip da música Mona Lisa Smile em duas versões diferentes, apesar de muito parecidas, ambas se passam no Louvre, com o conceito interessante de que ele e outras pessoas fazem parte de algumas pinturas nas paredes do Museu. A letra da música não é grande coisa, mas o clipe é visualmente muito bonito.

 

Esse clip e um vídeo com o cantor são exibidos em um monitor que se encontra em um dos corredores no interior do Louvre.

Agora, em junho de 2018, os cantores Beyoncé e Jay-Z (The Carters) lançaram um vídeo clip que foi gravado no Louvre, perante a várias obras do Museu e à Grande Pirâmide.

Porém esse aqui já é de gosto duvidoso.

Começa que é complicado fazer uma análise dele, uma vez que o conceito e a letra da música não são fáceis… talvez seja essa a intenção: fazer algo para que o público veja e reveja para tentar entender.

O clip tem a fórmula clichê da maioria dos vídeos clips de rap americanos, com muita ostentação de poder adquirido pelo dinheiro.

Quando à letra, também carregando a mesma temática, além de uma certa agressividade que não parece combinar com o ambiente.

Só consigo pensar que uma música que tem as palavras shit (merda), bitch (cadela), fuck (foder), além da frase He like to roll the weed (Ele gosta de enrolar a erva) não tem relação nenhuma com o grandioso Museu do Louvre.

Apesar de Jay-z (48 anos) e Beyoncé (36) terem carreiras longas, já há algum tempo que um amadurecimento desse casal é esperado, uma vez que o cantor afirmou que iria parar de fazer letras agressivas contras as mulheres depois que a filha deles nasceu, que agora está com seis anos e tem mais dois irmãozinhos. Mas infelizmente, ainda não foi dessa vez.

Também não dá para entender como a administração do Louvre deixou isso acontecer.

O clip só vale mesmo pelo que mostra do Museu.

 

Missão Impossível Efeito Fallout: Paris e porque esse filme marca história

Com o decorrer do lançamento dos trailers, pôsteres e demais material promocional de Missão Impossível Efeito Fallout ficou muito evidente que Paris seria o cenário de boa parte do filme.

Fallout é o sexto filme da série Missão Impossível e está sendo um sucesso de público e de crítica, e, somente com duas semanas nos cinemas, já arrecadou de bilheteria mais do triplo do que foi gasto na realização dele.

Mas não somente os envolvidos estão felizes com o montão de dinheiro que o filme está fazendo! Muita gente ficou muito feliz com a produção do filme em Paris.

Um terço do filme e a maioria das cenas de ação se passam na Cidade.

Para isso, nos meses de abril e maio de 2017 Tom Cruise e Henry Cavill (o atual Superman), mais uma grande equipe entre atores, produtores e diretor estiveram em Paris rodando muitas cenas de Fallout, o que gerou uma boa renda para muitos parisienses, hotelaria e empresas.

Novamente mais dinheiro foi injetado em Paris em 12 de julho de 2018 por causa do filme, quando quase todos os atores e diretor retornaram para um mega evento de pré-estreia, em Trocadero, onde muitas pessoas da mídia internacional puderam entrevistar as estrelas em frente à Torre Eiffel e alguns fãs privilegiados puderam ver e até interagir com os ídolos.

Como nunca dá para agradar todo mundo, obviamente muitos parisienses não ficaram satisfeitos com o poder que foi dado (ou vendido) à produção do filme, uma vez que muitas ruas, as vezes quarteirões inteiros e até mesmo a praça do Arco do Triunfo foram fechados ao trânsito de pedestres e veículos para que as cenas do filme fossem rodadas.

Contudo, muitos fãs, curiosos e mídia local tiveram a oportunidade de acompanhar de perto tudo o que estava acontecendo. Há um acervo gigantesco na internet de todas as locações do filme em Paris.

E é isso que faz de Missão Impossível Efeito Fallout um filme tão especial! Provavelmente na história cinematográfica americana nunca se pode acompanhar tão de perto e registrar por terceiros uma grande produção.

Numa época em que a maioria dos filmes americanos são rodados em estúdio, com atores atuando em cenários pelados, somente com fundos verdes e tudo o mais é construído digitalmente em pós-produção, e em muitos casos até as roupas ou parte delas são digitais, como a capa do Superman nos últimos filmes, ter um filme rodado a céu aberto e em área urbana e fora dos Estados Unidos é muito exceção a tudo.

Com tanta exposição, algo que ficou provado é que Tom Cruise realmente faz as próprias cenas de ação, ou pelo menos fez as que foram gravadas em Paris, se arriscando ao pilotar moto sem capacete, correndo para todo lado com os seus 54 anos (agora com 56). Dispensando dublês, algo que ele sempre alegou fazer.

Indo um pouco mais além, pois não se passaram em Paris, aparentemente era ele mesmo que estava pilotando o helicóptero na cena final e também estava correndo e pulando em tetos de prédios em Londres.

Não dá pra imaginar o quanto que a seguradora cobra pra cobrir o seguro de vida dele…

Voltando a Paris…

Assistindo os trailers e o filme, percebe-se que uma coisa ou outra estão diferentes de um para outro. Vendo o filme e tendo algum conhecimento sobre Paris, percebe-se que a geografia não foi muito respeitada. Mas é indo nos lugares onde as cenas foram gravadas é que se diverte muito com a mágica que fizeram para chegar no resultado mostrado nos cinemas!

E foi isso que os Amorecos fizeram!

Inicialmente, nós queríamos fazer o roteiro de Fallout em Paris, então após assistir ao filme, nós andamos por dois dias pela Cidade, tentando identificar os lugares onde foram gravadas as cenas de Missão Impossível e chegamos à conclusão que isso seria uma missão muito impossível de se concretizar… uma vez que a Paris do filme não é bem a Paris do mundo real…

Então, possuídos pelos espíritos do Sherlock Holmes e do Watson, assistimos ao filme novamente, fizemos muita pesquisa na internet, voltamos mais dois dias em Paris para tentar desvendar como chegaram as cenas que aparecem do filme.

Assim, finalmente chegamos a conclusões plausíveis sobre todas as cenas que mostram Paris no filme e registramos tudo no vídeo que está no Canal do Amorecos na Zoropa:

 

Todos os grandes pontos turísticos aparecem pelo menos uma vez em Fallout, mas são nas ruas, com Tom Cruise rindo e acenando para o público, que muitas das cenas foram rodadas. Então, é muito viável refazer o roteiro do filme em Paris, e sem gastar nada!

Depois desse trabalho todo que os Amorecos tiveram para desvendar o que aconteceu com a geografia de Paris no filme, chegamos a várias conclusões.

Primeiramente é que a Paris do filme é mais bonita! Mais clean! A Paris que presenciamos tem umas partes bem sujas (e até fedidas), de muitas muitas obras, além de muita gente…

Depois, apesar de algumas cenas serem rodadas em lugares bem movimentados, como o Arco do Triunfo e Avenida da Ópera, muitas outras foram gravadas em lugares bem mais tranquilos e que não seria relevante para a cena fechar um lugar muito movimentado como a região da Bastilha somente para fazer uma cena do Tom Cruise correndo para entrar no Canal Saint-Martin.

Também, nesse sentido, aproveitaram lugares que já estavam fechados e rodaram cenas distintas, tentando parecer que são lugares diferentes.

De modo geral é muito comum nos filmes terem cortes entre uma cena ou outra, deixando implícito que algo aconteceu no meio do caminho, e se o Tom Cruise tele transporta de uma margem do Sena para outra, ou está indo em uma direção e aparece em um lugar oposto, não faz diferença para a trama do filme, é só mais uma licença poética… ou cinematográfica… ou geográfica…

Outra coisa que é muito comum em Hollywood é trailer ter cena diferente ou cena que não aparece no filme, uma vez que pode ocorrer de quem edita o trailer ser diferente de quem edita o filme. Se no trailer mostra Henry Cavill chegando a Trocadero e no filme mostra ele saindo, só é mais uma curiosidade, que um erro propriamente dito. E se no trailer aparecem três helicópteros e no filme só dois, isso não foi em Paris, então não conta…

Também é extremamente comum cenas serem gravadas e não serem aproveitadas em filmes. E no caso de Fallout pelo menos uma com certeza foi cortada, pois há muitos registros na internet de Tom Cruise e Henry Cavill se encontrando em motocicletas no Parque Monceau, perto do Arco do Triunfo, mas nenhuma imagem do Parque é mostrada no filme.

A única cena que acreditamos que foi mal editada e gera incoerência é a cena que o helicóptero sobrevoa Paris, pois ele começa fazendo um trajeto de oeste a leste, mostrando a Torre Eiffel, depois os Jardins das Tulheiras, então troca e ele está indo de leste para oeste, mostrando o fundo da Catedral de Notre Dame, mas ele pousa ao leste, dando a sensação que foi, voltou e tornou a ir…

Concluindo, mesmo com as escorregadas na geografia, o filme Missão Impossível Fallout vale à pena ser visto por quem tem qualquer interesse em Paris.

Se você não está nem aí para Paris, vale ver o filme assim mesmo pois ele é um excelente filme de ação, a história é boa, a trama é bem amarrada, o elenco foi bem escolhido: há atores e atrizes fantásticos, três gerações de galãs, as mulheres mandam bem, não são somente bonitas…

E mesmo que você não goste do Tom Cruise, aí sim deve assista ao filme! Ele apanha muito e quebrou o tornozelo gravando uma cena. Dá para ver a hora que ocorreu e não consegue segurar a dor ao correr…

E, apesar de ter sido anunciado como o último filme da série provavelmente terá mais algum, ou alguns outros, uma vez que todos devem estar bastante animados com o dindim que tem feito.

Assim, fica a dica dos Amorecos! Está com saudade de Paris? Tem planos de vir a Paris? Assista Missão Impossível Fallout! E até o próximo roteiro de filme que se passa em Paris!

 

*-*

Curiosidade:

Também vale a pena ver o filme para dar uma checada no bigode do Henry Cavill! Sim! O Bigode! Pois nunca um simples bigode deu tanto o que falar e saiu tão caro!

O que aconteceu é que o ator tinha contrato para fazer os filmes Liga da Justiça (2017) e Fallout, de estúdios diferentes. Ele já tinha concluído as filmagens do filme da Liga como Superman, então deixou a barba crescer para fazer o personagem Walker em Fallout, mas quando as gravações deste já estavam acontecendo, ele teve que ir gravar uma cena como Supeman, que não tem barba nem bigode, mas Cavill foi liberado somente para gravar a cena, não para raspar a barba, uma vez que as filmagens de Fallout iriam parar por umas três semanas somente para deixar crescer o bigode de Cavill. Então a produção da Liga teve que remover o bigode digitalmente, e deu no que deu, além de ter custado 3 milhões de dólares para fazer o “defeito” especial.

Amorecos na Zoropa
Cavill como Superman
Amorecos na Zoropa
Cavill como Walker em Fallout
Amorecos na Zoropa
Cavill como Superman com o bigode removido digitalmente
Amorecos na Zoropa
Cavill fazendo graça da história do bigode em uma das entrevista de Fallout

 

Ele até publicou um vídeo satirizando o bigode:

 

Leia também:

Roteiro completíssimo de Amélie Poulain (ou quase)

As Catacumbas de Paris

As Catacumbas de Paris são conhecidas rudemente como um ponto turístico na capital francesa com túneis subterrâneos que têm ossos humanos organizados para contemplação de visitantes.

Nesse contexto, os túneis estão a uns 20m de profundidade, abaixo do metro e do Rio Sena, são úmidos, têm uma temperatura de 14 graus não importando o tempo da superfície, a parte da aberta ao público tem uma extensão de 1,5km, mas somente uma parte dispõe de ossos.

Não há elevador. Acesso somente pelas escadas, 130 degraus para descer e 83 para subir via estacas em espiral e claustrofóbicas.

A visita geralmente é feita em uns 45 minutos, mas pode-se permanecer o tempo que desejar.

A iluminação é suficiente para a locomoção, mas não para fotos e gravações, e não são permitidos flash e tripés. Também não são permitidas malas nem mochilas grandes.

Dependendo da hora e do dia pode-se facilmente gastar mais de 1 hora na fila de entrada, pois o número de visitantes lá dentro é controlado.

A entrada é pela praça de Denfert-Rochereau, das 10 às 19:30 horas, ficando aberta até às 20:30 horas. A saída é em outro local.

Não há toaletes nem guarda volumes.

Não abre às segundas feiras e em alguns feriados.

 

Preços:

13 € entrada para adulto

5 € áudio guia (francês, inglês, espanhol e alemão)

Adquirindo a entrada e o áudio guia dá direito a cortar fila de entrada

29 € pelo site, com entrada, áudio guia e corta fila

17 € entrada com direito também à Cripta Arqueológica de Notre Dame

Na saída há uma lojinha de suvenirs das Catacumbas e coisinhas com temática do gênero.

Site oficial: http://www.catacombes.paris.fr

 

E assim foram as informações práticas e secas, agora segue o que realmente há de interessante.

Do ponto de vista dos visitantes, as Catacumbas de Paris dividem opiniões, muitos acham grotesca, outro acham fascinante, outros artística e há aqueles que acham as Catacumbas bem filosóficas.

Podem ser grotescas se vistas somente como um depósito de ossos.

Podem ser fascinantes para o público mais jovem e para aqueles que tem interesse pela arte gótica.

Podem ser artísticas uma vez que os ossos foram cuidadosamente arranjados com esta intenção.

Entrando na área da filosofia, já complica mais uma vez uma vez que filosofar não tem limite, variando de cada indivíduo, momento e do estado mental de cada um. Mas alguns acham que é uma forma de refletir sobre a igualdade do ser humano, uma vez que ossos têm a mesma cor e são assexuados.

 

Como começamos a falar das Catacumbas, vamos voltar no tempo, para conhecer o passado do lugar.

história das Catacumbas

Estima-se que ela abriga entre 5 e 7 milhões de esqueletos.

Apesar das Catacumbas terem se tornado as Catacumbas de Paris somente com a chegada dos ossos, sua história é muito rica e longa. E é lastimável que muitos a veem somente como um ossário.

Está aberta ao público desde 1874. Mas provavelmente ela não durará para sempre uma que é difícil manter os ossos num ambiente tão úmido. Alguns deles já tiveram que ser substituídos. Visivelmente eles estão deteriorando aos poucos.

 

história dos esqueletos

Os esqueletos começaram a ser depositados nos túneis no século XVIII como solução para o problema dos cemitérios parisienses que estavam sem espaço, além de estarem gerando transtornos à saúde pública. E desse modo, até o século XIX vários ossos de vários cemitérios de Paris e periferia tiveram o mesmo destino. No início os ossos foram somente descartados nos túneis, somente bem depois que foram organizados para visitação.

 

história dos túneis

Muito antes das Catacumbas e da chegada dos ossos, os túneis subterrâneos de Paris tiveram sua história independe.

Aparentemente eles começaram a ser cavados com a ocupação do Império Romano na região, para retirada da pedra que serviu para construção de edificações da cidade, que nem chamava Paris ainda.

Estima-se que os túneis têm mais de 400km de extensão, formando verdadeiros labirintos, e que algumas pessoas já morreram perdidas por lá.

Apesar de somente uma minúscula parte ser aberta ao turismo, a grande maioria dos túneis ainda existe e são fontes de estudos histórico, literário, paleontológico e mineral. Mas algumas áreas tiveram que ser soterradas ou seladas por motivo de segurança.

Para se ter uma ideia do cumprimento dos túneis, há portas de acesso a eles no Cemitério de Père-Lachaise, que está no outro lado do Rio Sena, a mais de 6km de distância. Mas não se animem! Elas estão fechadas.

Era costume colocar placas com o nome da rua que estavam acima do túnel, o que facilitava a orientação. Apesar de muitas dessas ruas não existirem mais, algumas placas ainda podem ser encontradas.

Outra curiosidade é que na época da Revolução Francesa o local foi usado para colocar corpos de muitos dos mortos do período.

 

Experiência pessoal dos Amorecos:

A nossa opinião não vale muito porque somos curiosos e gostamos de conhecer tudo, mas definitivamente os Amorecos recomendo o passeio! Experiência única. Passeio bem atípico de tudo que se vê em Paris. E até no mundo! Passeios dessa linha são pouco ofertados por aí.

Mesmo não sendo barato, o ambiente sendo úmido, frio e com muito cheiro de mofo. Mas com certeza teríamos aproveitado muito mais se não tivesse perdido tanto tempo na fila.

Há partes dos túneis que o teto é muito baixo e é bom prestar mais atenção.

A luz não é propícia para fotos, mas há umas regiões mais iluminadas e dá para tirar umas fotos bacanas sem flash com um pouquinho mais de paciência.

Aí fica a dica! Esperamos que gostem!

 

Abraço dos Amorecos.

 

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Paris: como economizar com comida

Finalmente! O quarto e último post da série de 4 artigos sobre o que eu desejaria já estar sabendo ao chegar na França.

Lembrando que apesar de parecer ser uma lista pessoal, ela pode ser útil para aqueles que vêm para ficar ou passear por aqui.

O primeiro tópico foi Paris: Generalidades – o que é bom saber antes de embarcar.

O segundo foi Paris: gratuidade, preços e como esticar o dinheiro e o tempo

O terceiro foi Paris: transporte – como se deslocar sem medo

 

Sem mais delongas, vamos para o post de hoje:

Paris: como economizar com comida

Paris é mundialmente conhecida por sua gastronomia requintada, restaurantes famosos e grandes chefes.

Contudo, de modo geral, a comida francesa é muito boa, feita com ingredientes de boa qualidade, e tem variedades de preços para “quase” todos os bolsos. “Quase” porque aqueles do tipo que contam moedinhas podem ficar estressados muito rápido em viagens, principalmente em viagens internacionais, principalmente com a Real tão desvalorizado e principalmente em Paris…

Obviamente não há como não gastar com comida em qualquer viagem, mas em Paris o dinheiro reservado para o alimento pode esgotar-se muito rapidamente porque os preços não são baixos.

E ainda, sempre tem aquele apelo de estar de férias… em um lugar diferente… querer experimentar as comidas típicas ou qualquer coisa nunca vista; estar muito quente e querer algo gelado para refrescar, ou estar muito frio e querer algo para esquentar… aproveitar que vinho e queijo na França são baratos…

Resumindo, o padrão de preços por aqui segue, mais ou menos, a ordem do maior para o mais baixo:

1º restaurantes

2º cafés

3º barracas e quiosques

4º mercadinhos

5º supermercados

E afastou um pouco dos pontos turísticos, fica um pouco mais barato também. Mas com isso em mente, a diferença gritante fica mesmo somente nos restaurantes, variando muito pouco para os demais estabelecimentos.

O bom é que os preços ficam afixados do lado de fora dos restaurantes, cafés e lanchonetes. Não precisa entrar para conferir o cardápio e os preços.

Vamos esclarecer aqui de uma vez que restaurante e cafés podem não ter uma classificação muito rígida, uma vez que pode ter refeição ou croissant, talvez até sanduíche, em qualquer um deles.

Assim, vamos a algumas ponderações mais específicas…

Primeiramente, o que se deve ter em mente é que não há selfie service na França. Ou seja, não há como por pouca comida no prato e pagar proporcional ao que está comendo. O mais próximo que ocorre disso são alguns estabelecimentos tipo bandejões, onde o cliente escolhe entre as variedades de porções que já estão ali prontas. Na área de alimentação do Louvre, abaixo da grande pirâmide, tem um restaurante assim. Dos restaurantes, esses costumam ser os mais em conta.

Já que mencionamos o Louvre, vamos falar da comida de lá: não precisa ficar intimidado! Têm opções de preços dentro da média na área de alimentação e em uma lanchonete no terraço, mas restaurante (ou café) propriamente dito dentro das instalações do Museu são somente dois, e um deles é o famoso Angelina que costuma ter celebridades internacionais por lá de vez enquanto, então, prepare o bolso. É muito comum as pessoas levarem seus lanches para comê-los em algum banco debaixo da grande pirâmide. Também, há cartazes dizendo que entrada de líquido é proibida, mas todos entram com garrafa de água e até sucos.

Uma refeição individual contendo uma porção de carne, um pouco de salada e fritas em restaurantes parisienses podem ser encontradas por menos de 15 Euros com um pouco de paciência. A rede Hippopotamus tem pelo menos uma opção de prato mais em conta para os dias da semana.

As redes de fast food tem um público garantido por ofertar produtos variados, inclusive saladas, bem mais baratos. Na França pode-se comprar um sanduíche pequeno por alguns Euros no McDonald’s. Não é como no Brasil que fast food é artigo de luxo e que pode sair bem mais caro que uma refeição em restaurante.

Já e as redes de cafés tipo Starbucks costumam ter um preço dentro da média de qualquer cafeteria. Mas as lanchonetes dentro do complexo da Disney Paris têm preços mais elevados que os estabelecimentos similares de outros lugares.

Por isso é muito comum as pessoas levarem seus lanches para a Disney e comê-los sem vergonha nenhuma, sentados em qualquer lugar, ou em pé em uma das muitas filas para uma das atrações.

Como em qualquer lugar do mundo, a melhor opção para comer com um pouco mais de qualidade e pagando bem mais barato são os supermercados e mercadinhos. Eles contam com uma grande variedade de saladas, sanduiches e comidas prontas e completas, e muitas vezes disponibilizam um micro-ondas para uso do cliente.

Muitos hotéis também ofertam micro-ondas nos quartos ou numa área comum para os hóspedes.

Quem opta por Airbnb costuma já pegar alojamento com cozinha funcional, facilitando imensamente o preparo de alguma refeição.

A comida pronta de supermercado pode ser industrializada ou de fabricação própria. De modo geral, ambas costumam ser boas, mas os Amorecos optam pela segunda por ser mais caseira e mais saborosa. Nessa linha, pode-se encontrar até uma carne assada bem gostosa em uma boa temperatura para ser comida de imediato.

Em dias específicos há algumas feiras de rua, como a super famosa Marché Bastille na Praça da Bastilha, com boa variedade de comida pronta, frutas, queijos e muito mais. Essa opção pode não agradar alguns mais exigentes, mas vale muito à pena ser conferida. Ressaltamos que os Amorecos nunca tiveram nenhum problema com alimentos comprados nos “marches”, muito pelo contrário! Sempre foram experiências gourmets deliciosamente prazerosas.

Amorecos na Zoropa
linguiça deliciosa e quentinha na feirinha de rua

Em Paris é costume as pessoas sentarem nos lugares públicos para comer algo. Não tenha receio de fazer o mesmo! Não é gafe. Pelo contrário! Virou até “dever” ou “é chique” fazer um lanche à margem do Rio Sena, ou só tomar um vinho. Supermercados até vendem taças plásticas e vinhos com tampa com rosca.

Nesse espírito, Paris também é repleta de áreas verdes que propiciam o piquenique.

E em toda área verde que os Amorecos encontram em Paris, havia pelo menos uma fonte de água potável!

Também há fontes diversas por quase toda a Cidade. Se andar um pouco em qualquer direção, com certeza encontrará uma delas. Assim sendo, sempre ande com sua garrafinha e economize o dinheiro que gastaria com água.

Também, a água potável é gratuita na França! Os restaurantes a servem em garrafas de vidro quando solicitado. Por outro lado, a água mineral é bem cara.

Para quem gosta de fazer refeição propriamente dita, com pratos completos, tem que prestar atenção nos horários porque muitos restaurantes não servem tudo que está no próprio menu durante todo o dia e noite, tendo horários programados.

Amorecos na Zoropa
13,90 Euros: Sanduíche, batata, salada e molho.

Porém, como em qualquer viagem, se não ficar bastante esperto, o maior dispêndio de dinheiro pode ser feito com as “besteiras”…

As máquinas de autoatendimento que guloseimas industrializadas e bebidas açucaradas estão maciçamente ocupando muito espaço nas estações do metro.

Para piorar, a França é conhecida pela variedade das sobremesas. Os macarons coloridos e chamativos (foto do título) têm lojas próprias ou espaço garantido em todas as vitrines. Lojas lotadas de doces bonitos destacam-se em cada esquina. Sorvetes são muito populares tanto no verão quando no inverno.

E as bebidas não ficam à trás: suco, refrigerante, café, chá… um chocolate quente minúsculo não sai por menos de 3 Euros. Um suco de garrafinha passa de 4 Euros no quiosque perto do Louvre.

Amorecos na Zoropa
Vitrine da máquina de auto atendimento.

Não que o preço varie muito dos pontos turísticos para outros pontos, é que o preço normalmente não é baixo. Obviamente há lugares com preços muito mais elevados que outros.

Também aqui entra a dica do supermercado, onde esses produtos são bem mais em conta. Lembrando que o “supérfluo” não é tão taxado na França como é no Brasil, e assim dá para achar uns preços bem bacanas. Se for fazer a conversão, muitos deles saem muito mais barato que no Brasil: Nutella, chocolates Lindt… e o grande queridinho dos Amorecos: chantilly! Por menos de 2 Euros compra-se uma lata de chantilly… O que no Brasil sairia por mais de 20 Reais. Quem precisa de ir à uma cafeteria!?

Quando os Amorecos têm que comer na rua, quase sempre eles optam por uma refeição ou um sanduíche kebab, por ter uma boa porção de carne e uma de salada, e saí por uns 6-8 Euros.

Lembrando que a mão de obra na Europa é muito mais cara que no Brasil, e que por causa disso muitos estabelecimentos trabalham com o mínimo de funcionários e pode acontecer de um hotel não ter serviço de quarto. Então, para contornar isso e não ser pego à noite desprevenido, além de alguns petiscos, ter chá, café solúvel, leite em pó ou cappuccino pode ser uma boa ideia, uma vez que sempre há água quente nas torneiras, e água de torneira na França é potável.

Só para fechar este tópico, para quem é fã da Amelie Poulain e quiser ir ao café onde foram gravadas as cenas do filme, o Café des 2 Moulins, para ter o prazer de quebrar a casquinha de um , pagará 7,50 Euros.

Aqui segue um link para o cardápio do Le Procope, o restaurante mais antigo de Paris:

https://www.procope.com/menus-carte/

Basicamente aqui acaba o post.

***

O que segue agora é pessoal dos Amorecos e muitas pessoas acham radical demais…

Amorecos gostam de comida de verdade, e assim, de modo geral, fogem de produtos industrializados e evitam ao máximo de ficar comendo produtos processados, até mesmo tortas e pães, até mesmo os oferecidos (gratuitamente) nos hotéis.

Também, evitam de comer comida feita fora de casa, para evitar os óleos de soja e sei lá mais o quê…

Ainda, não gostam de ficar extrapolando nas viagens porque o corpo reclama e acaba-se tendo baixa de disposição no mínimo! Comprometendo o desempenho e os passeios…

Então, nas viagens, o que os Amorecos têm feito e tem se mostrado ser decisões acertadas é andar com nozes, castanhas, macadâmias, e optar por salmão defumado, presunto, salaminho, ou algo similar, como porção de carne; saladas prontas, de preferência com ovo, presunto ou frango; frutas como sobremesa. E como bebida somente água.

Sim é possível!

Exemplo de coisas feitas pelos Amorecos em hotel ou Airbnb:

Exemplo de coisas compradas no supermercado:

Exemplo de coisas compradas em feiras (ou marché):

Assim, os Amorecos esperam que tenham ajudado de alguma forma.

Beijos!